Bitcoin fica próximo de US$ 68 mil com queda na volatilidade
Atualmente, o Bitcoin (BTC) está se mantendo em uma faixa estável, com valor aproximado de US$ 68.000 (cerca de R$ 395.000), apresentando uma leve alta de 0,9% desde o início do dia. Essa tranquilidade ocorre após um período de intensa volatilidade em fevereiro, enquanto traders estão de olho em dados econômicos importantes dos Estados Unidos, que podem influenciar a direção do mercado no curto prazo.
O que está causando a movimentação?
Neste momento, o mercado de criptomoedas entrou em um “compasso de espera”, tentando entender as correções bruscas que levaram o Bitcoin a perder mais de 50% de seu valor desde o pico histórico. Desde o dia 5 de fevereiro, essa volatilidade deu uma pausa, com preços variando entre US$ 65.100 e US$ 72.000. Dados indicam que essa estabilidade coincide com uma queda significativa na alavancagem: o interesse em contratos futuros recuou de US$ 95 bilhões para cerca de US$ 40 bilhões, evidenciando a saída de capital especulativo.
Esse movimento de redução de risco é reforçado pelo cenário institucional. Somente neste mês, os ETFs de Bitcoin nos EUA registraram saídas de US$ 700 milhões, sinalizando cautela entre os grandes investidores. Para entender melhor esse comportamento, vale a pena observar como as “baleias” se movimentam em períodos de incerteza e o impacto disso nos preços.
Quais níveis técnicos são importantes agora?
O Bitcoin enfrenta algumas barreiras que merecem atenção. Recentemente, formou um padrão de “flâmula de baixa” e opera abaixo das médias móveis de 50 e 100 dias. Especialistas alertam que uma quebra do suporte imediato pode levar a uma nova queda acentuada.
Os pontos mais relevantes para os traders incluem:
- Suportes Críticos: A área de US$ 65.100 (R$ 377.000) é o suporte imediato, mas o foco dos vendedores está no nível psicológico de US$ 60.000.
- Resistências Chaves: Para que a tendência de baixa se enfraqueça, o Bitcoin precisa romper a marca de US$ 72.000 e voltar a atingir a média de 50 dias em US$ 79.000.
- Indicadores: O Índice de Força Relativa (RSI) está se aproximando de níveis de sobrevenda, sugerindo uma possível exaustão dos vendedores, mas o oscilador de preço ainda se encontra negativo, indicando falta de força para altas.
O sentimento no mercado é de incerteza. Com o medo predominando, historicamente isso pode abrir portas para investidores que buscam oportunidades, embora também acarrete riscos de capitulação. Recentemente, discutimos como esse psicológico impacta o mercado no nosso artigo sobre o índice Fear & Greed, que está em mínimas históricas. Traders mais experientes estão analisando onde colocar suas ordens de compra conforme detalhamos na nossa matéria sobre zonas de compra para o novo ciclo.
Como isso afeta o investidor brasileiro?
Para quem investe no Brasil, o cenário atual pede paciência e uma gestão rigorosa de riscos. Embora o preço do Bitcoin pareça estável em dólares, isso pode esconder riscos que surgem, especialmente com a divulgação das atas do Federal Reserve que podem gerar oscilações repentina para ativos de risco e afetar a cotação do real.
É importante lembrar que o Bitcoin apresenta uma forte correlação com o mercado de tecnologia nos EUA. Em certos momentos, quando o Bitcoin cai, a Nasdaq frequentemente apresenta movimentos opostos, fazendo com que decisões sobre juros nos EUA impactem ainda mais o preço no Brasil. O recomendável é evitar alavancagens nesse momento de “limpeza” dos derivativos e focar na acumulação gradual (DCA), apenas se os suportes em reais se mostrarem consistentes.
Assim, o Bitcoin busca um equilíbrio ao redor de US$ 68 mil enquanto a movimentação no mercado de derivativos se acalma. Com a divulgação das atas do Fed e a observação da demanda institucional por ETFs, que são os principais indicativos para uma possível reversão, os próximos dias prometem ser cruciais.





